O Canadá nunca foi uma verdadeira força motriz dentro da moda. No entanto, como nação, a cultura e identidade estão fazendo nome dentro da moda sustentável.

Embora tenham realizado inúmeras semanas de moda, não conseguiram encontrar seu ritmo e não conseguem se sincronizar com a indústria global.

O mundo ainda falha em apoiar designers sem reconhecer a contribuição para a própria economia do país. Nós, como consumidores, tendemos a nos manter seguros e não correr riscos com novos designers.

Ao invés disso, para sobreviver, diversos estilistas acabam deixando seu próprio país para se arriscarem em centros de moda que sejam mais estabelecidos. Assim, os consumidores deixam o medo dos riscos de lado.

O talento atual, no entanto, tende a florescer de quem possui uma face dentro da crise de sustentabilidade global, e o mundo vem percebendo isso.

O que dizem os designers da moda sustentável sobre a indústria mais poluente do mundo

Diversas histórias de designers na indústria da moda sustentável, abriram os olhos para a destruição ambiental e as injustiças sociais que afligem a indústria da moda.

E assim, os levaram às pesquisas atuais sobre como o processo de design de roupas de moda pode desencadear comportamentos de consumo sustentáveis ​​e novos modelos de negócios.

O mercado global da moda enfrenta uma grande crise ambiental. O modelo econômico linear atual de produzir, vender e descartar está atingindo seus limites físicos à medida que os recursos naturais da Terra estão cada vez mais sob pressão.

A indústria da moda é grande consumidora de recursos naturais e grande poluidora. Se a indústria mantiver as atuais trajetórias de produção e consumo, essas pressões se intensificarão a ponto de ameaçar a própria sobrevivência da indústria.

A indústria da moda canadense, por exemplo, se encontra em um ponto decisivo. A falta de apoio prévio para designers de moda criou uma oportunidade para o Canadá assumir um papel de liderança na luta global por um futuro de moda sustentável.

Os centros globais de moda com uma indústria estabelecida – com seus sistemas complexos, cadeias de suprimentos e estruturas – podem lutar para desenvolver a sustentabilidade.

Normalmente, as marcas têm controle limitado de seus fornecedores offshore e o ritmo implacável da indústria deixa pouco espaço para pesquisa e desenvolvimento ou para a tentativa de novos métodos de produção.

As toxinas prejudiciais estão mais próximas do nosso corpo do que você imagina

Pesquisas mostram que, os consumidores geralmente estão cientes dos impactos ambientais e sociais negativos associados às roupas. É aí que entra a moda sustentável.

No entanto, essa consciência e atitudes pró-ambientais não são necessariamente um bom preditor de comportamentos e consumo. É necessário dar mais ênfase às implicações negativas para a saúde de usar roupas produzidas com produtos químicos e processos tóxicos nocivos.

Por exemplo, como sociedade, agora entendemos os benefícios para a saúde de comer alimentos orgânicos ou usar um sabonete líquido sem parabenos.

Existem muitas pesquisas sobre os efeitos dos produtos químicos tóxicos usados ​​na indústria de alimentos e beleza. O vestuário, porém, não é tão claro e a área ainda é pouco pesquisada.

Uma grande agência explorou essa questão. A Agência de Proteção Ambiental Dinamarquesa (EPA) documentou a exposição de produtos químicos tóxicos na pele humana por meio do uso normal de roupas padrão. A agência descobriu que as pessoas absorvem produtos químicos nas roupas através da pele. As partículas de fibra minúsculas desgastam-se ou caem, podendo ser ingeridas ou inaladas.

A EPA dinamarquesa encontrou resíduos de produtos químicos tóxicos usados ​​na produção de roupas na pele dos participantes, dentro de máquinas de lavar, chuveiros, banheiras e na água cinza após a lavagem ou banho.

As tecnologias e recursos atuais impedem as marcas de atingir 100 por cento de sustentabilidade. Os designers, portanto, costumam escolher aquelas questões que ressoam com seus valores pessoais.

Por que a moda sustentável tem um papel tão importante sobre à crise ambiental

A abordagem do tema a despeito da moda sustentável tem sido um assunto que participa atual e freneticamente de debates, palestras, eventos, bem como em questionamentos de profissionais, pesquisadores e estudantes da área com o intuito de promover mobilizações e conscientizações sobre uma nova forma de consumir e de pensar ao comprar peças de vestuário.

Pautado pela mesma preocupação ambiental, social e econômica, o fomento às indagações sobre sustentabilidade na indústria têxtil está, literalmente, na moda, e tem se tornado cada vez mais “tendência” a amplitude dos discursos e ações na relação entre as empresas, colaboradores e consumidores.

Uma declaração aberta sobre quem fez – desenhou, costurou, produziu – determinada peça de vestuário; o detalhamento das matérias-primas utilizadas descritos na etiqueta; o verdadeiro destino dos descartes dos materiais e sobras; dentre outros pontos, são algumas das transparências exigidas atualmente.

Como forma de definição, “a moda sustentável é aquela que, em todas as suas etapas, preza pelo respeito ao meio ambiente e à sociedade, valorizando as pessoas envolvidas na produção e incentivando o consumo consciente”.

Neste patamar de dados relevantes, as reflexões acerca destes impactos diretos são notórias e plausíveis para discussões abertas e continuadas. São visíveis os grandes impactos mundiais da cadeia produtiva de moda, mas é necessário explorar os campos de estudo sobre seus resultados e alcances no Brasil.

As alternativas são voltadas exclusivamente para novas ações sustentáveis e ecologicamente corretas no setor industrial de moda, para obtenção de novos resultados.

São elas:

  • EcoModa;
  • Moda Ética;
  • Slow-Fashion, todas estas que estimulam a sustentabilidade de fato.

Como você pode ajudar dentro do contexto da moda sustentável

Em tempos de mudança social há que se pensar no desenvolvimento de forma socialmente responsável, sendo o mercado da moda conhecido como um dos maiores poluidores ambientais e por estar constantemente envolvido em diversas notícias de trabalho degradante deve ser reavaliado sob a luz dos princípios constitucionais.

A Organização das Nações Unidas pontua que o atual modelo de produção e consumo se mostra como responsável pela crise socioambiental que a humanidade está submetida, colocando em risco não somente o equilíbrio da biosfera, mas o bem-estar das gerações.

Assim, é essencial repensar na cadeia de moda como um todo, ou seja, de forma que todos os participes devem ser vistos como responsáveis por obstar o andamento dessa crise que se instalou e leva a humanidade para um precipício.

O novo modelo de desenvolvimento não deve ser pensado apenas em medidas ambientais, mas deve ser contextualizado com medidas que sejam economicamente viáveis, porém socialmente justas.

Assim como nós da 37trend que entende, apoia e dá espaço para designers da moda sustentável que pensam e apoiam a indústria da moda no estilo slow fashion. Pensando no futuro do nosso planeta e de nossas próximas gerações! Vem com a gente!

SOBRE A AUTORA

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THAIS MALULY

Jornalista, redatora e uma canceriana sonhadora. Acredita que viver é desenhar sem borracha! Gosta daquilo que a desafia. O fácil nunca a interessou. Já, obviamente impossível sempre a atraiu e faz de todos os seus recomeços e desafios uma força tangente para seu crescimento. Acredita que a união de pessoas podem e conseguem fazer desse planeta um local muito melhor de se viver. O amor sempre será a resposta!